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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Documentário "Ultramen 30 Anos" história da Banda Gaúcha em um filme da Oldie Nerd

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No ano de 2021 a banda Ultramen completou 30 anos de estrada. Em meio as comemorações, o pessoal do Oldie Nerd foi convidado a registrar essa história em um documentário emocional e emocionante com muitas histórias e imagens do acervo pessoal da banda.

Muita coisa inédita até então veio a tona com o documentário, como por exemplo, as imagens do primeiro show da Ultramen em 1991. 


Esperamos que gostem.


O documentário completo agora está disponível no canal da Oldie Nerd no Youtube, para assitir é só  clicar no link abaixo.


Ver documentário completo Ultramen 30 Anos 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

6 Músicas que pareciam uma coisa, mas não eram


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Texto do nosso camarada André Padilha

A música é algo que realmente mexe com os sentimentos da gente. Aquele ritmo, os diversos sons e a harmonia causam na gente imediatamente uma reação. Duvida? Então batuca aí: “tum tum pá/ tum tum pá/ tum tum pá” e verá que o espírito do velho Freddie Mercury vai logo se apossar do teu corpo.

 Não é à toa que nas batalhas antigas os soldados muitas vezes se embrenhavam nas lutas aos sons de tambores e trombetas.


Se a música, sozinha, já causa essas reações coisas curiosas acontecem quando ela é cantada em uma língua diferente. 

No Brasil, já tivemos casos engraçados, como a versão de Leo Jaime para a música “Sunny”, que virou “Sônia”; ou como o caso da música que dizia “não quero um homem de p** pequeno”, que foi tocada em pleno horário nobre no programa da Xuxa.

Então vamos falar de músicas que falam de uma coisa, mas que o ritmo induz a gente a pensar outras coisas.

Rock and Roll Lullaby – B.J.Thomas


A letra da música fala de um filho e sua mãe adolescente e das dificuldades que ambos enfrentaram durante a infância (de ambos, talvez), sendo que a lembrança do filho é de que as coisas melhoravam quando a mãe cantava seu “rock´n roll de ninar”.

Essa música foi gravada num ritmo de balada romântica e, talvez, tenha colaborado com a concepção de muitas outras crianças.

Curiosamente, ela se tornou o tema musical do casal romântico da novela “Selva de Pedra”, de 1972 e, com certeza, muitos brasileiros dançaram agarradinhos, de rostinho colado, pensando que se tratava de uma linda declaração de amor. Só que não.

Quer dizer, era sim uma declaração de amor, mas não daquelas.

Luka – Suzanne Vega


Se você está pensando em falar “Tô nem aí/Tô nem aí” tire o cavalinho da chuva, pois no caso brasileiro, Luka é a cantora e eu estou falando da música.

Foi um sucesso dos anos 90, lembro de ouvir muito no verão, em carros na beira da praia. Meio dançante, alto astral e presença constante em 10 de 10 festinhas da escola na qual os meninos levavam refrigerante e as meninas salgadinho.

Só que não.

A música fala de violência doméstica, no pior estilo “Maria da Penha”. A personagem da música fala para um vizinho de apartamento que não se importe com barulhos de coisas quebrando, brigas e etc e que “não me pergunte o que foi”, porque ele só “me bate até chorar”.

Tenso.

Daniel – Elton John


Se você abrir a letra da música, vai perceber que nem mesmo em inglês ela não faz muito sentido. Fala em avião, Espanha, irmão e viagem. O ritmo pouco ajuda em dar uma pista sobre o significado da música; até meio “dançante”, tem um toque meio alegre e divertido.

Conhecendo o estilo gay e espalhafatoso do Elton John, aposto que muitos pensaram se tratar de alguma declaração de amor “escondida” para um tal Daniel, situação essa que era bem comum nos anos 70/80.

Mas a letra não foi escrita por ele e sim por Bernie Taupin.

Ela é inspirada numa matéria de jornal sobre a guerra do Vietnam. Conta a história de um soldado que, não querendo deixar triste o irmão mais novo, muito apegado, disse que iria viajar para a Espanha, de férias. Mas o soldado voltou ferido.

De acordo com o escritor: 
“'Daniel' foi a música mais mal interpretada que já escrevemos. A história era sobre um cara que voltou para uma pequena cidade no Texas, voltando da Guerra do Vietnã. Eles o elogiaram quando ele voltou para casa e o trataram como um herói. Mas ele só queria voltar para casa, voltar para a fazenda, e tentar voltar à vida que ele levava antes. Eu queria escrever algo que fosse simpático às pessoas que voltaram para casa”.

Because I got high – Afroman


Os anos 2000 tinham uma coisa meio maluca. Britney Spears, caras com topete e luzes no cabelo; bug do milênio e muito mais.

“Because I got high” é que só um beatbox e voz, com uns caras fortes na zoação, dando risada. Got high em inglês é ficar chapado e a música fala exatamente isso.

Basicamente a música fala de um cara que arruinou completamente sua vida porque ficou chapado. E não tô falando de coisa leve: ele chega a dizer que “Eu não ia fugir da polícia/Mas eu tava doidão (é sério, cara)/Eu ia parar e encostar o carro/ Mas eu tava doidão/Agora estou paraplégico/E eu sei por que (por que, cara?)/Porque eu fiquei doidão”.

Eu não entendi ainda se é sátira, sarcasmo ou uma mensagem verdadeira. O fato é que ao começar a música, a gente instintivamente começa a bater o pé e abre aquele sorriso; totalmente incompatível com o que tá sendo dito.

I will always love you - Dolly Parton


Quem nunca admirou a Whitney Huston se rasgando de amor e cantando essa linda música de amor? 

Tema do filme “O guarda costas” com Kevin Costner, foi o chiclete mais grudento que existiu antes de “Titanic”. 

13 em cada 10 casamentos tinha essa música e 9 em cada 10 cantoras largaram a carreira ao tentar copiar a Whitney.

Pois bem. Surpresa número 1: a música não é da Whitney, ela é da Dolly Parton.

Segundo, embora ela tenha uma letra incrível, falando de amor, ela não trata de nada romântico. 

Dolly Parton fez essa música para um companheiro/amigo de trabalho. Dolly resolveu deixar o programa “The Porter Wagoner Show” que era apresentado por Porter.

Acho que é o pedido de demissão mais lindo da história. 

Pumped up Kicks - Foster The People


Aqui não há um significado oculto, propriamente dito. A letra é bem explícita  mas o ritmo, o clipe e quase todo o resto envolvendo a música nos levam a pensar se tratar de alguma coisa alegre e despojada, igual ao figurino indie dos integrantes da banda.

Nada podia ser tão errado. A letra fala de um menino obviamente com graves problemas psicológicos (pra falar o mínimo!) e o refrão diz nada menos do que: “Todas as outras crianças com tênis caros/ É melhor vocês correrem, melhor correrem mais rápido que minha arma/ Todas as outras crianças com tênis caros/ É melhor vocês correrem, melhor correrem mais rápido que minha bala”.

Sim.. aquela música que a gente assoviou despropositadamente e chacoalhou o corpo fala de um garoto, abandonado pelos pais e que planeja um atentado terrorista contra outras crianças.

Quem quiser salvar a música (e sua consciência, quem sabe) poderia argumentar que é apenas um garoto fantasiando ser cowboy. Mas na verdade não ajuda muito...

terça-feira, 3 de maio de 2022

Guia: Produção de Podcast, parte 2 - Uma ideia ganha o formato

 

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Dando continuidade a série de textos sobre produção de podcasts, vamos falar um pouco sobre como começar um projeto de criação de um Podcast.

Pois bem, é muito importante levar em consideração, que fazer um podcast, é divertido, porém demanda tempo e trabalho, então, fazer e falar sobre algo que goste é fundamental, pois todo trabalho ficará mais agradável.

Leia a parte 1 do texto aqui

Os primeiros passos para produzir seu próprio Podcast


Vamos começar assim, antes de falar do que vai se tratar o seu projeto, é aconselhável você ouvir  alguns podcasts que estão espalhados pela podosfera, comece por aqueles que apresentem temáticas variadas.

 mesmo que  o conteúdo não seja do seu interesse, primeiro que você pode vir a gostar do assunto e se surpreender, e segundo que isso vai fazer você ter o conhecimento de alguns formatos e estilos que poderão ser mesclados no seu projeto.

Se você não conhece os mais populares, escute eles também pois esses projetos já tem uma estrutura bem formada, com uma audiência que já é bem participativa e com uma assiduidade mantida.


Assim temos uma ideia de como será o formato do seu projeto, pois terá que ter a sua cara, ou dos participantes do podcast.

Agora estamos levando em conta que você ira apresentar e editar o projeto, por isso o próximo passo é bem simples, vamos escolher o conteúdo, do que ira se tratar o seu podcast.

As redes estão repleta, principalmente sobre podcasts que falam de cultura pop, nerd, geek, mas nem por isso você deve desanimar disso, pois como já foi dito, o importante e fazer algo que goste.


Então, escolha aquilo que goste de absorver, falar, conversar, pois pode ser sobre política, futebol, música, artes, novelas, esportes ou qualquer que seja o assunto e já temos o primeiro passo, assim, começa a se formar a ideia.

Escolhendo a equipe do Podcast 


Depois de escolher o seu conteúdo vamos definir como será sua bancada, os integrantes do podcast.
Você pode apresentar sozinhos, sem a presença de convidados ou com participantes rotativos.

Pode também conter também integrantes fixos, formando o programa, isso ajuda na dinâmica das gravações e evita que nos dias de gravações, aconteça algum imprevisto.
Mesmo com uma bancada fixa você pode ter convidados esporádicos.

Não existe uma regra para isso, o importante nesse ponto, caso decida por um grupo, ou um coapresentador fixo, que todos estejam na mesma linha de pensamento, que o assunto seja do conhecimento e do gosto dos integrantes, assim como os convidados.

Depois de definido o conteúdo a ser abordado e de como vai ser composta a mesa do programa, vamos entender que o podcast, assim como outras mídias, serve para muitos fins.

Podemos, como a maioria dos podcast, usar para puro entretenimento, dar risadas, se divertir, indiferente do assunto, desde politica, filmes, futebol ou outro assunto qualquer.


Mas também, podemos usar o podcast para informar ou trazendo curiosidades.


O programa pode ser sobre ciências, história, geografia, cinema, música, esportes, pode ser um monologo ou um programa estilo mesa redonda, pode ser algo que se mantenha na data, algo atual, ou algo que fique para a posteridades, que possa ser ouvido hoje ou daqui alguns anos.

Tudo é possível com o podcast, a vários públicos a serem alcançados e muitos formatos de programas.

Agora é se preparar para organizar o conteúdo que iremos falar no programa.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Coletive Som: Delunar: A luz presente no som da música
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Coletive Som recebe hoje para esse especial de fim de ano uma dupla que é um encanto, elas são um duo de Caxias do Sul, formado no ano de 2017 por irmãs gêmeas, uma experiência que proporcionou as gurias a oportunidade de exteriorizar, transmitir e transbordar poesia através de suas canções que são composições folk autorais. Elas são Emely e Nicolle Polli, o Delunar.







COLETIVE SOM

Poesia :Sandro Gomes
Edição: G.G. Carsan
Produção Artística; Jorginho
Produção: ColetiveArts e Oldie Nerd
Operador Técnico: Jéssica Miranda
Galeria de Arte : Reginaldo Barbosa
Vídeo do Coletive: Delunar
Para escutar episódios anteriores: https://anchor.fm/ e no Spotify do Coletive: Aqui
YouTube do Delunar: Aqui

Galeria de Arte: Reginaldo Barbosa





Vídeos do Coletive: Delunar



Coletive Som - A voz da Arte #36, Delunar: 

                                  

segunda-feira, 28 de março de 2022

Review do disco da Nação Zumbi, Radiola NZ, Vol. 1

 

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No disco Radiola NZ, Vol. 1, a banda de recife faz releituras de clássicos  nacionais e Internacionais, colocando toda musicalidade única da banda em um repertório escolhido das próprias coleções de discos dos integrantes.

Radiola NZ Vol.1: Um projeto antigo da Nação Zumbi 

Quem é fã da Nação Zumbi já está acustumado a ver e ouvir covers inspirados (e muitas vezes inesperados) nos seus shows e discos. 

Desde Afrociberdelia (1996) com o Maracatu Atômico, música de Jorge Mautner, os caranguejos de Recife abraçaram cada vez mais versões covers em seu repertório.

Sempre inovando e dando o toque especial da banda claro, se você escuta um cover e pensa "tá igual ao original" com certeza esse cover não é da Nação Zumbi.

A vontade de gravar um disco todo com covers já era antigo e em 2017 a banda finalmente retirou o projeto da gaveta e gravou sua "Mix tape" de releituras dos seus ídolos. 

Radiola Vol. 1  vai de Beatles a Gilberto Gil


Com clássicos de Gilberto Gil, Tim Maia, Secos & Molhados, Roberto Carlos e Erasmo do "lado do disco" nacional. Em Refazenda a banda prova mais uma vez porque se tornou uma das melhores bandas da história da música brasileira.  Em "Amor" do Secos e Molhados, a banda reeditou a parceria com Ney Matogrosso que já tinha acontecido no Rock'in Rio.


Nas releituras internacionais  uma versão surpreendente de Sexual Healing (Marvin Gaye), numa levada swingada de guitarras e violas e sem a presença da bateria de Pupillo.

Na psicodélica Tomorrow Never Knows dos Beatles, os caras de Liverpool são homenageados em alto nível pela banda pernambucana, que fizeram uma psicodélia bem abrasileirada, já característica da banda.


Fechando o álbum Radiola, o grupo escolheu “Ashes to Ashes”de David Bowie. Em entrevista para o blog o povo, o Guitarrista Lúcio Maia falou: "A gente já tinha feito o cover, no passado, de China Girl. Só que a gente decidiu regravar Ashes to Ashes porque Jorge tinha uma identificação muito forte com essa letra. Pra gente valeu muito mais a pena ter investido em uma música em que Jorge tava super à vontade pra cantar, sabe? Ele tá muito bem nessa música, exatamente por isso. Talvez melhor que todas as outras porque houve uma identificação muito forte." 

Curiosidades sobre Radiola Nação Zumbi Vol. 1


Como sempre a arte gráfica dos álbuns da banda é uma coisa a parte, a capa desta vez expõe uma bela arte criada pelo ilustrador paraibano Shiko, que ano passado assinou a arte de capa inédita da nova coleção de histórias em quadrinhos de Neil Gaiman, o autor britânico chamou o artista de genial em sua rede social.


Durante os shows mais uma música entrou no repertório de Radiola NZ, "Conserve seu medo" de Raul Seixas, que a banda já tinha tocado em show tributo ao roqueiro baiano, mas que infelizmente  não figura entre as nove faixas do disco. 
O acréscimo da música foi a resposta natural ao grito sempre presente "toca Raul".

Mandem Recado para Ed Motta: "Ed, vai chorar na cama que é mais quentinho".




A Formação da banda neste disco ficou assim: Lucio Maia (guitarra), Jorge Du Peixe (voz), Dengue (baixo), Pupillo (bateria), Toca Ogan (percussão) e Da Lua e Tom Rocha (afaias).

Participações especiais: Ney Matogrosso, vocal em "Amor"; Maurício Fleury, teclado, em quase todas; Carlos Trilha, instrumentista e produtor. Maestro Lettieres Leite e sua Orquestra Rumpilezz em "Refazenda".  

Músicas do Álbum 

1-Refazenda (Gilberto Gil)
2-Balanço (Tim Maia)
3-Amor (Secos e Molhados)
4-Não Há Dinheiro Que Pague (Roberto Carlos) 
5-Do Nothing (Specials)
6-Dois Animais Na Selva Suja da Rua (Erasmo Carlos)
7-Tomorrow Never Knows (Beatles)
8-Sexual Healing (Marvin Gaye)
9-Ashes to Ashes (David Bowie)

Álbum Radiola NZ Vol. 1 está disponível em todas as plataformas digitais e foi lançado pelo selo Babel Sunset.

Data de Lançamento: 24 de novembro de 2017



segunda-feira, 21 de março de 2022

Um pouco sobre os Filmes Musicais que vi e adorei nesse Ano
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Por Flávio Victor

Filmes onde a história é contada através de músicas que muitas vezes ficam grudadas em nossa mente por meses; e esse  ano que passou, assisti alguns filmes que conseguiram com maestria realizar tal feito.


E nós do Oldie Nerd não poderíamos deixar passar em branco e falar um pouco sobre eles.


Assisti recentemente 2 filmes musicais, que foram “A Bela e a Fera” e “O Rei do Show” e sinceramente fiquei encantado (e confesso, assisti mais de uma vez).


Mas o porquê esses filmes são tão especiais?
Na opinião de um amante de filmes, a mágica se dá na emoção que você sente, na animação das músicas, das danças por trás de cada cena e faz você querer ouvir as músicas mais e mais vezes.


No Filme da Bela e a Fera, um clássico da Disney, as músicas foram readaptadas para o cinema e outras foram acrescentadas, trazendo a emoção ao filme com sabor nostálgico.

Já no filme O Rei do Show, todas as músicas casam perfeitamente com a história e faz com que nós viajemos no tempo do filme dando vontade de levantar da cadeira e dançar junto com os astros do filme.


Sinceramente o que nós esperamos é a qualidade atribuída a uma boa música dentro desses filmes, uma música que emociona, ou uma música que nos anima, sinceramente as músicas  fazem a magia do cinema ser ainda melhor e sempre fica aquele gostinho de quero mais.

E vocês, gostam de filmes musicais?
Vou ficando por aqui e até a próxima.


sábado, 21 de agosto de 2021

Ensaio fotográfico registra a Tour Tente Enxergar da banda Ultramen

 


Série de fotos da Ultramen na Tour do Álbum Tente Enxergar o 5° da banda.


Corpo de luz, corpo de trevas


"A fotografia é de qualquer modo uma curiosa questão de luz, ou melhor, de circulação de luz com tudo o que isso implica de tenebroso. Acho que hoje é necessário repensar toda a fotografia no contexto de uma economia geral da luz, que concerne não apenas à fotografia, mas também, ao cinema, ao vídeo e à pintura. Partamos do mais banal. Para fazer um retrato, é claro que é necessário ter luz para iluminar o sujeito; é necessário que o mesmo irradie, que a luz emane
dele para atingir e queimur essa "película tão sensível”, tão reativa às suas emanações que ela conservará sua impressão. Ao mesmo tempo
e paradoxalmente, também é necessário que essa luz deixe de ser, se quisermos que a imagem apareça finalmente: a revelação faz-se na
câmara escura."



-Fragmento do livro "O Ato Fotográfico" de Phillipe Debouis-

 




















Fotos: Giovanni Beneditto