Café com Gibi 40: Superman e seus 83 anos

 

Sim!!! Voltamos com mais um episódio do Podcast masi várzea que vc vai escutar hoje.
O nosso host mequetrefe de sempre Luciano Xaba convidou Andreas Buller, do Variações de um Nerd e Thiago Almeida do podcast Zoneando e do site Zona-E para falar do Kriptoniano mais famoso da Terra, o Super-Homem, que completa 83 anos este mês. 


Nesse programa você vai descobrir:

- Quantos filmes o Super tem? 

- Como um pai vascaíno pode sofrer ainda mais?

- Tem animação melhor que o filme do Zeca Snider?

- Qual novela do SBT o Superman participa?

  

Não esquece de comentar em algum lugar pra gente saber que tem alguém escutando essa bagaça, seu vagabundo.

Episódio 24: PREPARADO PARA A TRASNFORMAÇÃO LUIZ NUNES? - ÀS ORDENS!


Hoje o nosso convidado é muito querido por várias gerações de nerds ou de simplesmente quem curte o mundo dos super heróis e seriados, é ator, dublador, publicitário.

Como dublador sua voz foi ouvida recentemente na série La Casa de Papel dublando o personagem Subinspector Ángel Rubio, mas também já foi a voz de Megatron em Transformers, do Drácula no Anime Castlevania e ficou mais que eternizado com a voz de um dos maiores super heróis de todos os tempos Spectreman, preparado para a transformação Luiz Nunes?
- Às ordens!

Edição: Luciano Xaba
Poesia: Frases de Bob Dylan lidas por:
Jorginho
Arte da capa: Jorginho
Produção Artística; Jorginho
Produção: ColetiveArts e Oldie Nerd
Operador Técnico: Jéssica Miranda
Galeria de Arte: Gê Mendes
Vídeo do Coletive: Apelidado Tio Isa 
Para escutar episódios anteriores: https://anchor.fm/coletivearts





Sigam o canal do Luiz Nunes:
Link: https://www.youtube.com/c/LuizNunesArtMaker/featured
 


Galeria de arte: Gê Mendes






 
 

 






Vídeo do Coletive:


A FEDERAÇÃO É COMUNISTA?

A FEDERAÇÃO É COMUNISTA?

Eduardo Pacheco Freitas

Historiador

 

O questionamento presente no título desse texto é, frequentemente, objeto de debates entre os fãs de Star Trek ou até mesmo de ficção científica em geral. Vale lembrar que Star Trek é uma série diferente das outras produções do mesmo gênero, já que nos apresenta um futuro utópico em vez dos onipresentes futuros distópicos do nicho da ficção científica. Por isso mesmo, é natural que surjam especulações sobre a natureza dos sistemas políticos, econômicos e sociais representados pela Federação Unida de Planetas.

Afinal de contas, se a distopia é nitidamente derivada do horror e do colapso final capitalista, a utopia seria a sua antítese comunista.

Antes de procurarmos responder diretamente à pergunta-título, é necessário considerarmos que Star Trek é um produto da grande e poderosa indústria cultural estadunidense. Como tal, tem como objetivo o lucro. Tem como finalidade ser vendida no mercado interno e externo, gerando também toda uma cadeia rentável de produtos derivados, como quadrinhos, livros, roupas, colecionáveis, grandes eventos, cruzeiros etc. etc. etc. É um negócio lucrativo para os detentores da marca Star Trek e também para uma infinidade de outros empresários em todo o mundo.

É possível falarmos ainda assim de uma sociedade comunista que seria a base das atividades da Frota Estelar e portanto da maior parte dos personagens vistos na tela? É possível que, por trás de um produto típico da indústria cultural capitalista, ainda assim esteja escondida (ou nem tanto assim) uma ética comunista?

Nem tanto ao céu (ou espaço), nem tanto à terra.

Star Trek, por ser produto de uma grande empresa, sempre carregará traços maiores ou menores da sua filosofia. Mas a empresa não faz nada sozinha. Quem cria Star Trek são os trabalhadores intelectuais e os técnicos. Dentre os principais trabalhadores por trás do sucesso de Star Trek estão os roteiristas. Eles estão no centro da produção. E, como temos visto ao longo de cinco décadas, eles são em geral bastante críticos.

É a crítica social desenvolvida por gerações de roteiristas envolvidos com Star Trek que formatou a ficcional Federação Unida de Planetas e os seus valores de igualdade, liberdade, tolerância, cooperação e paz.

É a insatisfação desses roteiristas com o presente - com o ethos capitalista e imperialista - que os levou a criar, olhando para o futuro, uma das mais importantes marcas de Star Trek: a crítica ao capitalismo e o sonho de uma sociedade pós-capitalista. Ambas estão amalgamadas na Federação.

Gene Roddenberry foi o primeiro a concebê-la como uma sociedade onde os seres humanos, convivendo com diversas espécies alienígenas (representações da diversidade étnica e cultural da humanidade) superaram as primitivas formações sociais baseadas na acumulação de riqueza. Podemos dizer que Roddenberry era um comunista? Não. Mas seu sonho aproxima-se de maneira impressionante ao comunismo. Na Federação Unida de Planetas os valores principais giram em torno da cooperação e do conhecimento. O comandante Benjamin Sisko já elucidava essa questão logo no primeiro episódio de Deep Space Nine:

A coisa mais importante a entender sobre os seres humanos é que o desconhecido define nossa existência. Estamos constantemente procurando, não apenas respostas a nossas perguntas, mas novas perguntas. Somos exploradores. Exploramos nossas vidas dia a dia , e exploramos a galáxia, tentando descobrir as fronteiras de nosso conhecimento, e é por isso que estou aqui — não para conquistá-los com armas ou ideias, mas para coexistir… e aprender (DS9, Emissary, 1993).

Além disso, a Federação se distingue por aquilo que chamaríamos dentro do movimento comunista de internacionalismo. Ou seja, a busca por uma grande união de povos que têm como objetivo o bem comum da humanidade. Sem exploração entre homens e nações. “Uma terra sem amos: a Internacional”, descreve poeticamente o hino dos comunistas. Porém, o comunista sabe que o internacionalismo não é sinônimo de homogeneização cultural. Ele convive perfeitamente com as identidades nacionais, que jamais são suprimidas em benefício de um ideal abstrato de comunismo. Domenico Losurdo, apoiado em Gramsci, esclarece a questão: “O internacionalismo não tem nada a ver com o desconhecimento das peculiaridades e identidades nacionais que continuarão a subsistir muito depois da queda do capitalismo” (LOSURDO, 2004, p. 121–122).

Não é isso a Federação? Mas alguns críticos, pensando nesta, que claramente apresenta formas estatais, argumentarão: “na sociedade comunista o Estado deixa de existir”.

Esta é uma visão utópica e messiânica do comunismo. Ela remete ao fim da história e de toda e qualquer contradição que adviria do mundo comunista. Com o término das contradições capitalistas novas contradições apareceriam, sem dúvida menos intensas e cruéis como as atuais. Mas ainda existiriam. Há a ideia de que o Estado surge na sociedade civil e se opõe a esta, sendo, por fim, reabsorvido por essa no comunismo. Gramsci coloca em discussão a tese de extinção do Estado apontando que a própria sociedade civil é uma forma de Estado.

Além disso, é lícito pensar que com o desenvolvimento da sociedade comunista a função repressora do Estado tende a desaparecer dando lugar às funções econômicas e culturais, que percebem enorme progresso. Obviamente, alguma forma de coerção, ainda que mínima, continuará existindo.

Não é exatamente essa forma de Estado que encontramos representada na Federação Unida de Planetas? Ela não é uma associação de centenas de civilizações, com diferenças culturais consideráveis, porém unidas em um propósito de cooperação e paz? Uma reunião de povos sob a mesma bandeira, sob um governo central (Conselho da Federação) porém cada um deles mantendo sua própria língua, cultura, práticas ancestrais etc.?

Esta total liberdade cultural que vigora sob uma única bandeira pode ser verificada tanto em nível galáctico (basta pensar em vulcanos, humanos, andorianos, telaritas etc.) quanto na Terra, quando vemos Joseph Sisko com sua culinária creole ou Picard produzindo seu vinho tipicamente francês.

Ao mesmo tempo não constatamos que o Estado conhecido como Federação Unida de Planetas deixa de lado a repressão e investe na aquisição de conhecimento e no compartilhamento de suas descobertas?

Evidentemente, há o caso dos Maquis, que possuem uma causa justa, contra o imperialismo cardassiano associado momentaneamente à Federação e são reprimidos por esta última. Mas não é essa uma exceção (embora vergonhosa) e que cabe perfeitamente nas contradições que ainda não cessaram e no processo de longa duração de implementação de uma sociedade não opressiva? De qualquer forma, lembremos que a coerção ainda existirá - mesmo que diminuta - como de fato existe na Federação.

Como visto, ao perguntarmos se a Federação é uma sociedade comunista encontramos muitas dificuldades pelo caminho. Desconsiderando os fãs incapazes de compreender que, no mínimo, a Federação assume a forma de uma sociedade pós-capitalista, alguns comunistas — em geral aqueles que atacam as revoluções russa, chinesa, vietnamita, coreana e cubana — entenderão que a resposta é não.

Afinal, para eles, não é possível o comunismo com Estado e o comunismo nacionalista, que preserva e sustenta a cultura nacional, sobretudo frente ao imperialismo.

Já para um outro tipo de comunista, dentre os quais me incluo, a resposta poderá ser afirmativa. A Federação é uma forma de Estado que promove a igualdade e a liberdade como valores coetâneos e complementares, existindo como ente econômico, cultural e político pertencente a diversos povos associados. Embora nela ainda exista um mínimo de coerção, não há mais espaço para a opressão de classe ou contra identidades nacionais, elementos indissociáveis e indispensáveis para a construção do comunismo.

Referência

LOSURDO, Domenico. Fuga da história? A revolução russa e a revolução chinesa vistas de hoje. Rio de Janeiro: Revan, 2004.

***

Eduardo Pacheco Freitas é professor e historiador. Apresenta o canal Apenas um Trekker. 

É autor de Star Trek: Utopia e Crítica Social (2019) e O’Brien deve sofrer! (2021). 

Os livros podem ser encontrados no link a seguir: https://linktr.ee/livrosstartrek

Eduardo Pacheco Freitas

Historiador (CRP-023/RS)
Café com Gibi 39: Indica Podcast

Nesse episódio do Café com Gibi, o host mais várzea da podosfera brasileira, Luciano Xaba, recebe o convidado de sempre Giovanni OldieBoy e Andréas Buller (Buller...Buller...)  para falarem de seus Podcasts favoritos e como começaram a escutar essa mídia.

Então prepara o Café e vem escutar com a gente.

E mais:

- Qual é o mais velho aqui?

- Onde começamos na podosfera?

- O Café com Gibi mira em um mas acerta em outro ?


  

E vê se compartilha ai!



Saga Jogos Vorazes

Escrito por Flávio Victor

Bom galera do Oldie Nerd, hoje irei descrever sobre a saga conhecida mundialmente desde 2012 contando com um total de 4 filmes, que são referencia aos 3 livros Jogos Vorazes, escrito por Suzanne Collins.

Os 4 filmes foram feitos por dois diretores, sendo o Gary Ross, diretor do primeiro filme e o diretor Francis Lawrence diretor dos outros 3.

Desde o lançamento do primeiro filme, a saga concorreu a diversos prêmios como, por exemplo, People´s Choice Awards ganhando como filme favorito, filme de ação favorito, franquia favorita, atriz de filme favorita (Jennifer Lawrence), cara do heroísmo e química favorita com os atores Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson, em jogos vorazes no ano de 2013.

A História por traz desse enorme sucesso é contada no primeiro filme dentro de um futuro bem distante onde a população da América do Norte foi divida em 12 distritos que são eles:
·         Distrito 1: Artigos de Luxo. Um dos distritos mais próximos da Capital, devido ao grande interesse pela sua produção.
·         Distrito 2: Alvenaria e Armamentos. É o centro de defesa da Capital, encarregado de treinar e abrigar Pacificadores.
·         Distrito 3: Tecnologia. Considerado um dos distritos mais rebeldes, atualmente fornece todo o material científico e tecnológico.
·         Distrito 4: Pesca. É próximo ao mar e considerado um distrito rico.
·         Distrito 5: Energia: Fornece diversas formas de energia para todo o Panem.
·         Distrito 6: Transporte. Compete ao mesmo a construção e operação de meios de transporte e logística.
·         Distrito 7: Madeira. Fica responsável por todas as tarefas ligadas à extração de madeira e produção de celulose.
·         Distrito 8: Indústria Têxtil. As fábricas têxteis estão todas nesse distrito predominantemente urbano.
·         Distrito 9: Distribuição Agrícola. É responsável pela distribuição agrícola e processamento de grãos.
·         Distrito 10: Pecuária. Toda a carne e gado passam pelo distrito 10, com muitas indústrias e campos.
·         Distrito 11: Agricultura. É responsável por toda a parte agrícola de Panem, tendo vastos campos e sendo um dos maiores distritos.
·         Distrito 12: Mineração. Repleto de minas de carvão.
·         Distrito 13: Energia Nuclear. Encarregado pelo desenvolvimento de armas nucleares e energia nuclear antes dos Dias Escuros, era o antigo centro de defesa da Capital.

Em todos os anos acontece jogos, onde cada distrito deve mandar dois jovens tanto uma menina quanto um menino para competir numa luta mortal podendo sobreviver apenas um, fazendo assim os Jogos Vorazes.

Dentro dos distritos você vai conhecendo cada um dos personagens e entendo como cada um deles é escolhido, onde você conhece a Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) uma jovem que se oferece no local de sua irmã Primrose Everdeen (Willow Shields) para entrar dentro desse jogo mortal dentro do distrito 12, onde também é escolhido Peeta Mellark (Josh Hutcherson).

Com a aceitação do Presidente Snow (Donald Sutherland) todos os distritos estão prontos para que apenas um saia vivo.
Com muitas cenas de ação o filme traz para você que esta assistindo aquele frio na barriga para saber como vai ser o final dessa história, com diversos momentos de tensão dentro dos jogos os dois escolhidos do distrito 12 vão se saindo muito bem, e faz com que o Presidente Snow altere as regras dos jogos, informando que caso o distrito vencedor tivesse os dois companheiros vivos, os mesmos seriam considerados vencedores. 
Porém como ambos estavam desafiando a capital mostrando que eles não iriam parar até que os jogos acabassem, é efetuada uma nova alteração nas regras fazendo com que os dois teriam de qualquer jeito se matar, porém ambos conversando mostram para todos que estão assistindo que isso era errado e comem amoras envenenadas fazendo com que a população pressione a capital para aceitarem ambos vencedores ou nenhum, e esse plano dá certo fazendo com que tanto Katniss, quanto Peeta fossem os campeões desses jogos, mas tendo a certeza de que ambos seriam alvos políticos por desafiarem a capital.

Dentro do segundo filme da saga, devido à vitória do distrito 12, a cidade de Panem entra totalmente no caos, pois dentro de todos os 74 jogos nunca havia acontecido tal comoção da população com a vitória de Peeta e Katniss, porém, dentro da cidade a cada 25 anos acontece o Massacre Quaternário que traz uma emoção, devido ser um novo jogo de vida ou morte onde os últimos 24 vitoriosos dos jogos entraram na arena novamente com os vencedores da 74º edição, tudo isso sendo um plano do Presidente Snow para tentar destruir a reputação criada por Katniss dentro dos 13 distritos.

No momento em que todos os participantes vão dar uma entrevista para se mostrar para a capital Katniss que havia recebido um vestido branco do Presidente Snow começa a queimar o vestido e aparece a imagem do Tordo onde todos conhecem como símbolo da revolução.

Quando esses jogos começam Katniss tenta sobreviver o máximo possível e acaba fazendo aliança com outros vencedores de outros distritos para que no final ela pudesse sair vitoriosa, e no momento em que ela descobre que eles estão dentro de uma capsula de vidro a mesma tem a ideia de jogar uma flecha para que assim esses jogos acabassem.

No momento em que tudo esta explodindo Katniss é levada para um helicóptero onde descobre que esse jogo foi inventado para destruir os demais distritos e levar apenas os vencedores para o 13º que ainda existia.

Chegando aos dois últimos filmes de Jogos Vorazes a história por traz do final da saga conta como Katniss que destruir a capital e reconstruir cada distrito, porém como ela é vista como uma rebelde todos da capital querem a morte dela para que assim a “paz” volte e os jogos possam continuar como uma tradição, e nisso o filme é completamente focado na briga dos rebeldes contra o Presidente Snow em busca da verdadeira liberdade.

Enquanto isso Katniss descobre que Peeta esta em um hospital psiquiátrico não lembrando o que havia acontecido durante todo esse tempo.

Com um final muito bem feito os rebeldes conseguem acabar com essa guerra contra o Presidente Snow e conseguem recuperar o controle de toda a capital dando um fim nos jogos vorazes e tendo Peeta de volta recuperando sua memória ajudando a reerguer os distritos para que finalmente todas as mortes durante os 75º jogos fossem honradas dignamente.

Sinceramente em minha opinião os filmes foram muito bem feitos e tendo visto todos no cinema você consegue sentir a emoção nos olhos dos rebeldes durante as guerras, os filhos dos moradores mortos em batalha e você sentado em sua cadeira gostaria de ir ajudar nessa batalha.

Quem assistiu o primeiro sente vontade de assistir o segundo e ir até o final para saber como esse desfecho será feito, então recomendo sim para todos que gostam de um bom filme de ação envolvendo armas brancas como arco e flecha.
 
Não perca tempo assista a saga e venha aqui comentar o que você achou, se algo precisaria ser feito diferente, se os filmes tivessem sido feitos de outra forma, nos deem a sua opinião já que temos Variações de um mesmo assunto.