Mindhunter, série produzida por David Fincher explora a investigação psicológica
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Baseada no livro 'Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit' de John E. Douglas (agente do FBI que o personagem Holden Ford doi baseado) e Mark Olshaker. Por ser baseada em relatos reais de agentes do FBI a série tem uma visão realista muito forte.


Mindhunter: o início do estudo de Seriais Killers


A série acompanha a criação de uma unidade especial no FBI dedicada a psicologia criminal e desenvolvimento de toda uma nova ciência de estudo de perfis psicológicos de assassinos.

A dupla principal interpretada por Jonathan Groff (Frozen) e Holt McCallany (Clube da Luta) cruzam os Estados Unidos fazendo entrevistas com os mais perigosos assassinos em série da história incluindo Charles Manson e o Filho de Sam.

Enquanto desenvolvem os conhecimentos necessários para criar perfis que possam ajudar em investigações futuras, as próprias técnicas são postas à prova quando inúmeros casos começam a buscar a ajuda da unidade especial do FBI.

Mindhunter se esmera na produção 


Na produção temos nada menos que David Fincher e Charlize Theron, ambos já haviam tratados do tema Serial Killer, Charlize interpretou uma em Monster, papel em que ganhou o Oscar. 

A série tem uma produção cuidadosa principalmente na parte de recriação de época.

Nada é feito com pressa e isso se reflete na qualidade homogênea de ambas as temporadas. Nos episódios que o próprio Fincher dirige podemos notar uma linguagem cinematográfica ainda mais acentuada.

Maneirismos de Fincher ficam mais a vistas embora possam ser reconhecidos ao longo de toda série, o que pode mostrar que ele estava bem presente durante toda a produção. 

Mindhunter: Bom elenco e alguns problemas de ritmo 


Jonathan Groff e Holt McCallany estão muito bem na série, assim como todo elenco, destaques principalmente para os psicopatas que cruzam a vida dos agentes durante as entrevistas nas prisões e para a pesquisadora chefe Dra. Wendy Carr, interpretada por Anna Torv (Fringe).

Existem alguns problemas com o ritmo da
série, a passagem de tempo também não fica clara, ela começa em 1977 mas nunca temos ideia de quanto tempo os agentes passam em cada caso, perdemos um pouco de noção de qual o tamanho da carga que eles estão levando nas costas e por quanto tempo.

Muitas vezes também somos levados para os núcleos familiares, claro que isso é necessário para criar empatia com os protagonistas, mas somos deixados lá por muito tempo enquanto outros aspectos mais interessantes da narrativa são deixados de lado.
Nesse ponto do ritmo a série se assemelha muito ao filme Zodíaco não por acaso dirigido por David Fincher em que o problema principal para mim também está no ritmo.

Mindhunter é uma ótima série policial investigativa e que com certeza vai agradar ao fãs deste gênero se não se importarem com o ritmo as vezes arrastado de alguns episódios.

História: 8,5
Fotografia: 9
Montagem: 8
Recriação de época: 9
Investigação psicológica: 9
 Nota final: 8,7 

Os Eternos de Neil Gaiman: releitura da mitologia de Jack Kirby
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Os Eternos surgiram em 1976 no retorno de Jack Kirby à Marvel depois de sua passagem pela DC comics. Um dos acordos que Kirby fez com Stan Lee é que teria uma série só dele, sem  interferências editoriais.


Entusiasmado com seu regresso à  Casa das Ideias o quadrinista desenvolveu todo uma mitologia envolvendo astronautas antigos (e gigantescos), seres imortais (criados pelos 1°) e como eles influenciaram no desenvolvimento das civilizações
na terra.

A ideia do livro "Eram os Deuses astronautas?" Pegou todo mundo nessa época.
A revista teve pouca recepção e durou 19 edições mas até hoje é considerada como uma das maiores criações de Kirby.

Gaiman um fã dos HQs originais dos Eternos é escolhido para o projeto


Em 2005 o Editor Joe Quesada queria reintroduzir a mitologia dos personagens criados por Kirby e ofertou o projeto para Neil Gaiman. Gaiman era fã da primeira fase dos personagens e aceitou na hora. 

O desafio para Gaiman era como reintroduzir esse conceito complexo no universo Marvel sem que ele parecesse muito deslocado de tudo e ainda, como fazer algo que Jack Kirby aprovaria?

Os Eternos com amnésia


A saída encontrada por Gaiman foi ter uma abordagem que respeitasse a obra original mas que ao mesmo tempo conseguisse ser nova para os Eternos.

Ele usou o conceito de deuses adormecidos. Por alguma razão os Eternos, seres superpoderosos criados pelos celestiais para guiarem a humanidade enquanto se desenvolvia, haviam sido separados e estavam com amnésia, viviam vidas mundanas como pessoas normais e aparentemente sem ter uma fagulha de sua verdadeira natureza.

Enquanto o único Eterno que se dá conta que tem algo errado e tenta convencer o restante sem sucesso história vai evoluindo até onde os heróis não podem mais negar sua missão e tem que partir pra enfrentar antigos inimigos e de quebra salvar o mundo.

Gaiman consegue fazer uma viagem pela mitologia criada por Kirby, passando pelos principais personagens de maneira interessante,  mostrando os Deviantes, inimigos dos Eternos e os Celestiais e toda dinâmica desses núcleos e entre eles, os conflitos e objetivos às vezes bem dúbios mesmo entre aqueles que deveriam ser os mocinhos.

Romita Jr. no comando da Arte 


Para a parte gráfica John Romita Jr. foi o escolhido, como sempre o desenhista não decepciona. A arte de Romitinha é dinâmica com muitos painéis grandiosos.

Nos momentos que o roteiro permite os vislumbres do passado e de Olympia, Cidade dos Eternos, e da arquitetura alienígena dos Celestiais Romita consegue se assemelhar a Kirby no vislumbre alucinado de civilizações antigas e alienígenas.

O filme dos  Eternos vem aí 


O único momento que Gaiman cai um pouco de rendimento é quando os personagens colocam o uniforme e começa a parte final "super-herói" que nunca foi o forte de Gaiman.

Isso afeta um pouco a arte de Romita que não consegue dar muita fluidez a luta final envolvendo os Eternos, Vingadores e um Celestial de 800 metros.

O filme dos Eternos foi anunciado para fase 4 da Marvel. A abordagem adotada por Gaiman pode ser um caminho para inserir eles no MCU.

Vingadores se preparem porque vcs vão deixar de ser o grupo mais poderoso do MCU.

Para os fãs de Kirby, oportumidade de conhecer um pouco mais de sua obra e ainda ver Gaiman  escrevendo personagens diferentes do habitual.
Uma leitura obrigatória 

Roteiro: 8
Arte: 8
Arquitetura alienígena: 9 
Homenagem a Kirby: 9 
Nota final: 8,5 

Heróis em Crise: Ótima série que explora o lado psicológico dos heróis  da DC
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Tom King se tornou nos últimos anos sinônimo de excelência na hora de escrever quadrinhos de super-heróis. Na Marvel ganhou destaque no mercado com Visão, continuou na DC com mensal do  Batman, a aclamada minissérie do Sr. Milagre e continuou a boa fase com a ótima Heróis em Crise. Nos últimos anos King ganhou nada menos que 4 prêmios Eisner. 

Heróis em Crise traz uma visão intimistas dos maiores ícones da DC


Os heróis da DC comics ao longo dos anos tiveram muitas representações. Em inúmeras minis e Graphics Novels foram reinventados ou apresentados com visões diferentes do que estávamos acostumados.

Esse tipo de abordagem autoral ganhou força em meados da década de 80 e desde então sempre ganhou força e destaque por trazer conceitos novos para personagens de mais de meio século. 

Heróis em Crise tem 9 edições, ela segue diversos heróis investigando um grande crime que aconteceu no Santuário, instalação tecnológica secreta desenvolvida por Batman, Superman e Mulher-Maravilha para ser um centro de ajuda psicológica para heróis.

A minissérie se concentra nos dilemas investigativos e pessoais dos heróis e as cenas de ação (não são muitas) são intensas e divertidas.

Em Heróis em Crise: muitas mãos na arte, mas sem perder qualidade 


A arte da minissérie não fica devendo nada para o roteiro de King. Os desenhos deveria ter ficado somente a cargo de Clay Mann (Imortal Punho de Ferro), aparentemente Mann teve dificuldades com prazos e outros artistas entraram no projeto para ajudar no ritmo, Travis Moore, Lee Weeks e o parceiro recorrente de Tom King Mitch Geralds.

Isso poderia comprometer a unidade gráfica de Heróis em Crise mas não é o que acontece. Os artistas estavam afinados e o colorista Tomeu Morey manteve a qualidade em todas a edições. 
O Design Gráfico da obra segue a mesma  de outras obras de King, muitas páginas com 9 quadros e um ótimo tempo cinematográfico.

O lado psicológico é explorado novamente por Tom King em Heróis em Crise


Como eu já falei lá no início da matéria as abordagens distintas com personagens heróicos não são novidade, e trazer o lado psicológico deles já foi explorado em muitas obras, mas o que Tom King trás de diferente para se tornar relevante como se esse tipo de abordagem fosse novidade?
Porque King faz os super-heróis  mais humanos, mais do que jamais foram.


Nunca nenhum outro autor abordou conflitos psicológicos desses personagens de maneira tão, tão, tão… psicológica…

Talvez por sua experiência com a CIA, muito provavelmente traçando perfis, King traz um olhar muito humano para eles. Nunca pensamos que esses personagens tão poderosos  e infalíveis pudessem ter tantos medos e paranóias.

Sim a gente já viu os heróis enlouquecerem, virarem vilões e muitas outras coisas, porém Tom King escreve e se aproxima muito da realidade de pessoas que tem problemas psicologicos e psiquiátricos (tema bastante recorrente nas obras de King). A Hq consegue transmitir a angústia, medo e dúvidas dos heróis de maneira que podem ser sentidas pelo leitor.

Ler as confissões mais íntimas de muitos nossos heróis favoritos com certeza é de muitas maneiras impactante.

Tom King:  Roteirista do filme dos Novos Deuses


Tom King já foi confirmado como roteirista do filme dos novos deuses que vai ser  dirigido pela cineasta Ava DuVernay (Selma) se King conseguir transportar a qualidade que tem nas hqs para o cinema, a próxima década de DC no Cinema será muito proveitosa.

Heróis em Crise junta um roteiro épico e intimista ao mesmo tempo com uma arte muito boa e ainda consegue fazer uma narrativa utilizando muitos protagonistas sem ficar perdida no meio do caminho.

Somente a resolução do grande crime é que não me agradou muito, esperava mais. Mas mesmo assim o final segura bem conseguindo resolver todas as pontas que tinham ficado para trás ao longo da história.

Então se tiver tempo e espaço na pja de leituras pode incluir essa Heróis em Crise sem medo.

Roteiro: 8,5
Arte: 8
Confissões heróicas: 9,5
Piadas e cantigas de roda :9 
Nota final: 8.75

Banda Ultramen: Ensaio para a Tour do disco Tente Enxergar
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O site Oldie Nerd teve a oportunidade de capturar em vídeo o ensaio da banda Gaúcha Ultramen no seu preparo para a tour do disco Tente Enxergar. Sempre espontâneos e de alto-astral a banda recebeu a nossa equipe e tudo foi registrado no vídeo abaixo.

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