O livro Do Delírio ao Domínio defende que Jesus não existiu como personagem histórico, mas foi uma construção religiosa e política criada gradualmente dentro do contexto judaico e romano. A obra mostra que não há registros contemporâneos, documentos romanos, textos judaicos ou evidências arqueológicas independentes que confirmem sua existência. Todos os relatos sobre Jesus vêm exclusivamente dos Evangelhos, escritos décadas depois, de forma anônima, teológica e contraditória.
Demosntro que a figura de Jesus surgiu primeiro como um “Cristo espiritual” em visões e experiências místicas de grupos judeus messiânicos, especialmente nas cartas de Paulo, e só mais tarde foi transformada em um personagem biográfico. A narrativa foi então organizada e adaptada pelo Império Romano como instrumento de unificação ideológica e controle social. Assim, Jesus não seria um homem real, mas um mito construído progressivamente, consolidado pela tradição e pela autoridade institucional.
SINOPSE
Este livro não se propõe a discutir fé, nem a atacar a ideia de Deus ou negar a espiritualidade
humana. O foco da obra é exclusivamente histórico. A ciência não possui instrumentos para
comprovar ou refutar a existência de uma espécie de Deus criador, transcendente ou absoluto,
pois essa questão pertence aos domínios da metafísica, da filosofia e da experiência pessoal. No
entanto, a ciência histórica trabalha com critérios objetivos, que permitem avaliar se um
personagem existiu concretamente no tempo, no espaço e nos registros humanos. É exatamente
nesse ponto que se estabelece o problema central investigado ao longo deste livro.
Este livro instigante e revelador desmonta o mito da existência histórica de Jesus Cristo,
mostrando com clareza e objetividade que Jesus foi uma criação ideológica e posteriormente
política — não um personagem real da história. Diferente da ideia popular de um profeta judeu
carismático, a figura de Jesus surge como uma construção artificial: uma mitologia
originalmente formulada por religiosos judeus fanáticos e posteriormente romana com traços
emprestados de divindades gregas, mitos orientais e símbolos de impérios já extintos.
Embora a narrativa histórica dominante apresente a existência de um “Jesus histórico”
como um dado consolidado e amplamente aceito, essa conclusão não surgiu de forma neutra
ou espontânea. Ela foi construída ao longo dos séculos dentro de contextos políticos, culturais e
institucionais profundamente influenciados pelos grandes impérios da Antiguidade — em
especial o Império Romano, responsável por organizar, preservar e difundir os textos e a tradição
cristã oficial.
Este livro demonstra que a consolidação dessa ideia como verdade histórica ocorreu mais por
herança institucional e repetição cultural do que por evidências diretas e independentes. Apesar
da afirmação recorrente de que Jesus existiu, não há registros contemporâneos confiáveis,
documentos arqueológicos diretos ou testemunhos neutros que confirmem sua existência como
personagem histórico concreto.
Ao analisar esse processo com método e cautela, essa obra convida o leitor a distinguir entre
consenso herdado e evidência histórica verificável — sem recorrer a teorias conspiratórias, mas
reconhecendo a influência duradoura que estruturas de poder do passado ainda exercem sobre
aquilo que aceitamos como verdade.
No campo da investigação histórica, a questão da existência de um Jesus histórico não se
sustenta em evidências diretas e contemporâneas, mas em interpretações posteriores e consensos
herdados. A análise crítica das fontes disponíveis demonstra a ausência de registros confiáveis
que confirmem a existência de Jesus como uma figura real inserida em seu suposto
contexto temporal. Este livro apresenta fatos, cronologias e análises comparativas que indicam
que a imagem de Jesus emergiu como uma construção narrativa gradual, desenvolvida e
consolidada dentro de estruturas religiosas, políticas e institucionais do mundo romano, onde a
nova doutrina religiosa passou a servir como instrumento de organização social, legitimação de
autoridade e manutenção da ordem imperial.
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Apesar da existência de uma corrente tradicional de historiadores que insiste em afirmar que um
homem chamado Jesus de fato existiu — ainda que sem poderes sobrenaturais —, essa tese vem
sendo cada vez mais enfraquecida pela absoluta ausência de qualquer evidência histórica
direta ou confiável, além da influência cristã nas origens dessa linha de pensamento acadêmico.
Sem se alongar em debates teológicos, esta obra apresenta tópicos objetivos para reflexão
crítica, com a promessa de aprofundar o estudo em volumes futuros. Aqui, não há espaço para
opiniões pessoais ou ideologias religiosas — apenas a exposição honesta e corajosa de fatos
científicos e históricos, que por séculos foram encobertos ou distorcidos por aqueles que
detinham o poder e o domínio.
Do Delírio ao Domínio revela detalhadamente como a figura de Jesus foi construída por grupos
religiosos em transe messiânico e, depois, manipulada por Roma como uma poderosa
ferramenta de dominação imperial. Mais do que questionar, este livro irá demonstrar que Jesus
não foi um homem, mas um personagem — e explica como e por que esse mito continua vivo
até hoje.
Esta é uma obra que confronta o mito com a razão, a fé cega com o conhecimento lúcido, e
convida cada leitor a refletir por si mesmo:
O que é verdade? O que é invenção? E quem ganhou com isso?
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